Feiras há muitas!

Há feiras e feirinhas a acontecerem em todos os cantos de Portugal e até de Espanha. Existem algumas feiras mais emblemáticas e temáticas e outras que surgiram há bem pouco tempo, mas que já ganharam popularidade.

Quando era adolescente, corríamos as feiras e festas todas que havia: A feira da Golegã, da Agricultura e a das Tasquinhas em Santarém, de S. João em Évora, a feira da Luz em Montemor, as festas de Ponte de Lima, … Tantas!

O pai de um amigo nosso dizia com graça “o meu filho é autenticamente um feirante, corre tudo o que é feira” e era de facto. Já o meu pai explicava que as feiras eram feitas para os da terra e que não fazia sentido nós andarmos a visitar as feiras todas. “No tempo dele cada um desfrutava da sua” não havia confusões.

A verdade é que com a facilidade de se chegar a todo o lado, as feiras deixaram de ser locais para passarem a ser para quem quiser ir, a ter âmbito nacional ou até internacional. As feiras são cada vez mais temáticas (feira do touro, feira da caça, feira do azeite, …) e quem trabalha em determinada área quer acompanhar o que está a acontecer.

Este fim de semana fomos à Ovibeja e realmente encontramos amigos de todo o lado, mas mesmo assim e contradizendo-me se calhar um pouco, a feira da Ovibeja continua a ser sobretudo para os locais. São eles quem mais vibra com a sua feira anual. Organizam as casas, convidam amigos e proporcionam uns momentos agradáveis aos amigos, pela “sua” feira.

Esta feira teve uma programação cultural e uns concertos muito “populares” com os D.A.M.A., o Carlão e o David Carreira, entre outros o que trouxe milhares de pessoas ao recinto com filas de muitas centenas de metros, cá fora, para comprarem bilhete.

Durante a tarde de sábado foi feita uma bonita homenagem a Castro e Brito, falecido recentemente e grande responsável pela Ovibeja que temos hoje. A homenagem foi feita através de um filme com locução dos seus 2 filhos, pela presença do nosso presidente Prof. Marcelo Rebelo de Sousa (amigo pessoal) e ainda pelas vozes de un grupo de cantares alentejanos diferente dos habituais cantares (mais roqueiro), cujos cantores eram amigos pessoais do Eng. Manuel Castro e Brito. Foi uma Homenagem sentida e cheia de sentimento com timings certos e que agradou a quem lá estava.

Para nós, o que mais gostámos foi o já habitual jantar na Carne Alentejana, com umas boas migas de tomate, carnes grelhadas e salada, sempre tão cheio de sabor e obviamente o convívio com os amigos, sempre associado. Eramos 28 à mesa!

Para as miúdas os brindes que ofereciam nas barraquinhas deixaram-nas extasiadas! Trouxeram sacos cheios de canetas, bonés, pipocas, balões, porta-chaves e dezenas de coisas mais.

Para a mais nova, o melhor foi mesmo o comboio que circulava no recinto da feira, quase que atropelando quem estava por perto! Teve uma enorme adesão de muitos – miúdos e graúdos!

Também andámos por Beja.

Costumamos ter por hábito beber café no emblemático “Luís da Rocha”, bem no centro da cidade e onde temos por certo comer um bom bolo e beber um bom café. Fomos lá, vamos sempre e deambulámos pelas ruas da cidade onde notámos com tristeza alguma falta de vida:( gostei das lonas a sombrear as ruas onde o intenso Verão do Baixo Alentejo se sente, puxando as pessoas para a rua, para a comunidade.

Viemos cansados…cheios de vontade de chegar e contentes por ser um fim de semana grande que nos permitia descansar … do fim de semana!

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