Madeira – que surpresa boa

A nossa viagem à Madeira foi tudo aquilo que se podia desejar.

Esta ilha onde em rampa se desenham casas grandes e pequenas, bananeiras em montão, ruelas a pique contrastadas por cores que vão do amarelo e verde das montanhas ao azul do mar….encanta-nos desde o primeiro momento e faz superar as mais altas expectativas.

Chegados através de um voo da EasyJet que mereceu palmas na aterragem, pela forma como o piloto desafiou, de forma calma e suave, os ventos mal humorados e já sobejamente conhecidos da ilha, a Madeira haveria de nos brindar com um sol radioso e uma agradável temperatura de 18oC (no Continente fazia um frio de doer os ossos).

Depois de tratados os procedimentos do carro que previamente havíamos alugado, o nosso destino seria o Pestana Carlton Madeira, em pleno centro do Funchal, paredes meias com o famoso Reid’s. Aqui tivemos o primeiro contacto com profissionais simpáticos e eficientes, coisa que atribuímos ao facto de se tratar de um bom hotel. Estávamos enganados, o trato dos Madeirenses em qualquer circunstancia e até mesmo quando parávamos nas ruelas apenas para pedir informações, foi sempre generoso, simpático e muito amável. Do varredor, ao taxista, do porteiro ao vendedor da banca da praça. A qualquer pergunta respondiam no final com um “divirtam-se, boas férias, aproveitem….”, que agradável!

No Pestana dois pontos a assinalar. Deixarem-nos fazer check in às 10.00H da manhã e terem feito um upgrade do quarto de um standard para um superior. Embora com vista montanha este quarto era maravilhoso, com uma área impressionante, distribuída por salinha de refeições, sala de estar, zona de dormir, closet e casa de banho. Muito bom!

Largadas as malas,  depois de um maravilhoso café-da-manhã na confeitaria [na avenida] e depois de comido um “funchalinho” de ir às nuvens, decidimos ir até ao extremo Oeste da ilha – a Porto Moniz, ver as piscinas naturais. Este programa ocupou todo o dia.

Começamos por Câmara de Lobos – uma vila piscatória e muito pitoresca;

Promontório do Cabo Girão -a loucura da vertigem 580 metros a pique sobre o mar;

Costa do Sol – zona solarenga, com as famosas praias de seixos vulcânicos, a lembrar o Verão de que já suspiramos;

São Vicente – Onde, a olhar o mar, nos estreamos nas lapas grelhadas, que iriam fazer parte de todas as refeições até ao fim da estadia. Que experiência gastronómica!

Porto Moniz – Lindo com as suas piscinas naturais. Pena não ser Verão para darmos um mergulho.

Regresso pela montanha até Ponta do Pargo, onde vimos um maravilhoso pôr-do-sol, num contraste entre a terra laranja e o mar azul de prender a respiração.

e … finalmente Funchal, directamente para o hotel, aliás para o jacúzi, banhos turcos, sauna, chuveiros e outras “spazadas” que nos deixaram revigorados…

O jantar foi no estreito da Câmara de Lobos, num dos destinos que nos sugeriram aqui no blog – o restaurante Lagar. Neste restaurante tipicamente turístico, provámos a poncha a lembrar uma caipirinha, servida com muito gelo, a carne filete (que corresponde à nossa vazia) em espeto de louro (aqui substituída por um pau de  ferro- Ai esta ASAE que estraga muito do que é genuíno), acompanhados pelo bailinho da madeira. Gostámos, embora muito “para Inglês ver”.

O segundo dia seria dedicado ao Funchal, esplendoroso e exigente, ocupado a zona nobre da ilha. No Funchal está 50% da população da ilha(cerca de 120.000 pessoas). Visitámos o mercado dos Lavradores, perdemo-nos nas ruas da cidade, tiramos uma pic. na estátua do Ronaldo e olhamos o que virá a ser o hotel parceria Ronaldo/Pestana na marina. Partimos de teleférico para cima, direitos à Senhora do Monte, padroeira da ilha e de onde se alcança toda a cidade com uma vista soberba.

Estávamos duvidosos em relação aos cestos de verga. Valeria a pena? O preço não era convidativo. Se o teleférico se apanha por 10€, já nos cestos pediam-nos 15€ não negociáveis. Arriscámos, “uma vez não são vezes” e prometiam 2 Km de emoção…e foram de facto 2 km muito agradáveis que nos levavam a nenhures…ou seja, chegados ao destino dos cestos temos ainda 30 minutos a descer, numa vertiginosa inclinação de 10% (que deram cabo dos meus joelhos já pouco saudáveis) até ao centro. Mas…vale a pena ainda assim.

O final da tarde foi passado com uns amigos Madeirenses a desfrutar a varanda do bar sobre a marina e a provar a cerveja produzida ali. Sem pressas … até porque assim também se viaja.

À noite e para jantar havia muito por onde escolher. A zona antiga do Funchal tem dezenas de restaurantes, uns ao lado dos outros numa convivência saudável. Aconselharam-nos o  Gavião Novo. O atendimento foi 5***** mas o peixe era escasso e esse era supostamente o forte da casa. As lapas foram as melhores de todas e o vinho Tons de Duorum irrepreensível. Depois uma curta ida a um bar próximo do hotel, estes bares que nos fazem ter que lembrar que não estamos em Inglaterra.

Ultimo dia e depois do maravilhoso e abundante pequeno-almoço só havia tempo para qualquer coisa e resolvemos espreitar o emblemático e centenário, Belmond Reid’s Palace —— hummm adoro estes hotéis emblemáticos, tão coloniais, tão ingleses e com aquele charme dos tempos que já lá vão.

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Foi aqui, neste deslumbrante lugar que me despedi da Madeira. Foi um “até já” porque se demorei a descobrir esta ilha, é certo que não mais a largarei….

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