A feira de Abril em Sevilha – FotoPost e Pequenos apontamentos…

A feira de Sevilha ou feira de Abril, leva milhares de pessoas à cidade Andaluza, por estes dias. Sevilha está literalmente a abarrotar – parques, hotéis, lojas e restaurantes não têm mãos a medir para responder a tão grande procura. Para se ter uma ideia, esta feira movimentou o ano passado 700 milhões de euros!

Em Sevilha, duas semanas depois da Semana Santa, ocorre a tradicional Feira de Abril. Durante 6 dias, no recinto da feira (recinto ferial, no bairro de Los Remedios) há casetas (1.051 casetas, das quais  1.032 são privadas), trajes de flamenca, bailes, sevilhanas, passeio de carruagens, coche e cavalos, tintos-de-verano, presuntos e gente bonita. Hoje, na noite de segunda-feira para terça, à meia-noite, acendem-se as luzes da “portada” (porta de entrada com mais ou menos 50 metros de largura por 40 de altura) da Feira, cerca de 22 mil lâmpadas, dando-se assim inicio à feira.

Antes e durante esta semana ocorrem também as corridas na famosa “plaza de la Maestranza”. Nós fomos à chamada “pré-féria” de Abril, este fim de semana, e o que vimos e vivemos deslumbrou-nos.

Marcámos com antecedência hotel e bilhetes para uma boa corrida de touros. Eu confesso que não sou muito aficionada, mas ele é…o mais possível. De descendência paterna espanhola e habituado a passar fins de semana e férias em Barrancos, junto à fronteira, acostumou-se de miúdo ao vibrante ambiente dos cavalos, touros e touradas, com enormes influencias espanholas (Andaluzes). Ir a Sevilha é para ele, um enorme prazer. Convenceu-me.. (também não era preciso muito).

Comprámos os bilhetes com antecedência, marcámos um hotel simples, perto do centro e com um ar apetecível e fomos. Sábado pela manhã seguimos para Sevilha, para ali passarmos dois dias.

Ficámos no Hotel Sevilha, na calle Daoiz na Praça de S. André (casco antíguo). Um hotel familiar, quase um hostel boutique, cheio de charme e cuidado. o nosso quarto era amplo e confortável e o pessoal uma simpatia.

Almoçámos na esplanada da Bodeguita Antonio Romero, junto à praça de touros. Gostámos bastante e iniciámo-nos assim nas canhas, presunto, montaditos e revueltos. Um bom inicio de fim de semana.

Antes da corrida, andamos pela ruas de Sevilha, até ao EME Catedral Hotel, junto à Torre Giralda. No topo um bar com uma vista bonita e um ambiente descontraído. Um espaço perfeito para um Gin. 

A Corrida prometia ! Com a presença do Rei D. Juan Carlos e a sua aficionada filha infanta Helena, apresentava no seu cartel, 3 dos grandes toureiros da atualidade: Ponce, Manzanares e a revelação do momento, Roca Rey.

Apesar da ganadaria Domecq não ter ajudado, o toureio destes 3 grandes tornou a tarde agradável, com momentos de bom toureio e a coragem juvenil e irreverente do Roca Rey. Claro que haverá outras opiniões bem mais entendidas que a minha!

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O jantar foi na Casa Robles, perto da Giralda. Um dos restaurantes emblemáticos da cidade. Sem extravagancias provámos boas “terneras”, presunto (uma presença assídua em todas as refeições), lulas e umas excelentes sobremesas. A relação qualidade/preço é alta. Acho pessoalmente que em Sevilha há alternativas mais baratas e igualmente boas. Mas ficou a experiência e o grupo de 11 pessoas era fantástico!

A noite em Sevilha costuma ser famosa pela “movida”, pelo que acabados de jantar, lá pela 1 da madrugada, fomos conhecer o bar/discoteca O’Clock.  Um bar giro, na calle Méndez Núñez, muito perto da  Plaza Nueva, com bons gins e excelente música. Os mais resistentes ainda seguiram para outras paragens noturnas. A nossa ficou-se por aqui.

De manhã seguimos para o desfile de enganches. Coches, aranhas, break’s, carruagens e afins cheios de  senhoras, crianças e jovens vestidas a preceito, com cavalos bem arreados. Um espetáculo de cor e muito salero.

Finalmente almoçamos e despedimo-nos de Sevilha. Terminámos em beleza com um almoço no restaurante José Luís, ponto de paragem obrigatório e que fica na Plaza de Cuba, na zona de Triana (Almoçámos nós e o grupo dos participantes nos enganches, que pararam os seus cavalos à porta a lembrar outros tempos em que havia mais cavalos que carros). Conhecemos restaurantes José Luis em Sevilha e em Madrid e garanto-vos que nunca desiludem. Desta vez provámos um San Jacobo, uma espécie de cordon blue mas com presunto e queijo derretido- muito bom! Acho que é fácil apaixonarmo-nos por Sevilha. Desde o passear pelas suas ruas e ruelas, as suas casas com pátios interiores, as esplanadas, tapas e o convívio com as suas gentes…Definitivamente “Sevilla tiene un color especial”.

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