As malas dos outros – onde não ir…

alifEsta é uma rubrica “as malas dos outros,” mas é como se fossem as minhas malas também. Partilho com eles a incredibilidade. pelo que aconteceu.

A Ana e o P. tinham marcado um hotel em Lisboa este fim-de-semana. Uma noite apenas e levavam com eles o seu filho de 5 anos. Tinham marcado aquele hotel por nenhuma razão especial. Estava bem localizado, na avenida Duque de Ávila, tinha bom ar, o preço era agradável e “pareceu-lhes” bem. São estas as razões que normalmente fazem alguém marcar um determinado hotel.

Chegados ao hotel e na altura do check-in pediram-lhe o cartão de cidadão da criança. – “Não temos, ainda nem tirámos. O cartão só é obrigatório por lei, em idade escolar e ele só tem 5 anos” – disseram com a maior naturalidade.

A recepcionista reforçou ser mesmo necessário um documento. “Precisamos de pagar a taxa turística”- referia a recepcionista. –“Mas oiça nós pagamos a taxa mesmo sendo óbvio que o miúdo não tem 12 anos e que se trata de 1€, pagamos a cama extra, o que quiser, só não temos um documento, nem queremos que nos crie um problema”, insistiram considerando que o assunto se resolveria nos próximos minutos.

Feito o check-in e chegados ao quarto, a história não acabaria por aqui. Já instalados, receberam uma nada-esperada-visita da assistente de pessoal, alegando que aquela situação os estava a deixar desconfortáveis e que iria falar então com a diretora.

A Ana e o P. descobriram entretanto uma fatura do colégio, no qual vinha o nome do filho, o NIF e onde constata também uma referencia ao ensino pré-escolar. De imediato mostraram o documento, mas de nada serviu.

A assistente de pessoal, que por sua vez tinha falado com a diretora, trazia uma mensagem: A diretora convidava-os a …. sair!!!

Vindos de longe e sem outro sitio marcado (e também já sem vontade de procurar novo alojamento), viram-se obrigados a regressar à sua terra a mais de 200 Km de distância. Por Deus!

Ao hotel tanto lhes deu de onde viessem, porque motivo ali tinham ficado hospedados, se havia algum problema de saúde…nada…Apenas quiseram, perante um contratempo, verem-se livres do incómodo, sem sequer tentarem encontrar uma solução (que havia com certeza).

Como pessoas educadas que são a Ana e o P. não quiseram bater o pé, nem dar espetáculo. Claro que alegaram o que podiam, tentaram sensibilizar, pediram soluções em vez de problemas, mas perante a estupidez alheia, desistiram, agarraram nas suas malas e vieram embora.


Uma vergonha! A antítese de tudo o que procuramos numa unidade turística.

Este hotel o ALIF Avenidas entrou definitivamente na lista de hotéis-a-não-ficar.

E eles….eles falaram para a DECO e vão apresentar queixa..assuntos assim não devem morrer na praia.

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