Dormir na copa das árvores na Amazónia é ainda mais intenso!

Já dormimos na copa de uma árvore. Na verdade não foi exatamente em cima de um ramo mas numa estrutura em madeira com vários quartos, muito confortável – o famoso Ariaú Towers Hotel.

fotos de aqui

No meio da floresta amazónica brasileira, entre um arvoredo denso e barulhos estranhos da bicharada local, em cima do rio Negro, vivemos uma semana inesquecível.

O Ariaú Towers Hotel, trata com respeito e de forma sustentável o ambiente, baseado nos ideais do oceanógrafo francês, Jacques Cousteau. Construído sobre palafitas (estacas de madeira) à altura das copas das árvores, conta com um staff muito simpatico que nos acompanha nas aventuras da Selva Amazônica: passeios pedestres, passeios de canoas, pesca de piranhas, avistamento de crocodilos, visitas a aldeias locais, espetáculos na selva,… há sempre muitos programas, feitos em grupo, e o nosso era TOP!!! Basicamente não parámos durante uma semana.

Está quase a fazer 15 anos que lá fomos, e hoje relembrei-me deste sitio, onde apesar dos kilometros que nos separam, o sinto bem perto. Talvez sinta a Amazónia perto, porque a guardei no lugar certo, naquele lugar onde guardamos os tesouros que estes dias nos trouxeram, entre experiencias que vivemos e pessoas que conhecemos.

Chegámos a Manaus e embarcámos num barco cheio de redes brasileiras, galinhas, pessoas, cor e vida, numa viagem de 2 horas, que nos levaria rio Negro fora até ao nosso hotel a 60 km de distância de Manaus. Não sabíamos o que íamos encontrar e foi com prazer que avistamos o empreendimento em madeira, em estruturas a lembrar ovnis, onde passaríamos os próximos dias.

 

Durante o caminho da receção para o quarto, cruzamo-nos com macacos de várias espécies, que tentavam tocar-nos ou nos faziam chegar para o lado para os deixar passar. Eles não iam alterar a sua rota e eram grandes o suficiente para nos fazerem perceber que quem tinha que se se chegar para o lado eramos nós.

Fomos logo avisados para não deixarmos as portas abertas. Caso uma macaco tivesse a oportunidade de entrar a devastação seria próxima da de um elefante!

Os dias foram passados com um grupo muito giro e divertido de brasileiros de várias idades e profissões, com os quais partilhavamos também as refeições.

Lembro-me de tantas situações: Um juiz desembargador de São Paulo que se tornou um amigo muito querido, com quem adoravamos estar e até mantivemos contacto por carta; O nosso guia que era caboco (ou nativo) e até a familia nos levou a conhecer; Um guia que tratei com uma aspirina, de uma maleita que desconheciamos, tendo ele ficado eternamente agradecido; uma surucucu (cobra muito venenosa) que quase iamos pisando, sem nos apercebermos que alguém poderia não ter saido dali vivo…..foram tantas as histórias, tantos os momentos e tão “só nossos” que hoje te o relembro, para que este dia também seja especial para nós.

 

Bom dia dos namorados!

 

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